Sorri!


«Saiba que o simples perfume de uma flor
Pode vir, e ser um grande amor na sua vida
Não gaste palavras pra viver
De iludir, os seus sonhos tão raros com mentiras
Não maltrate o coração,
Que dedicou, ao seu sorriso as suas batidas
Será livre pra sentir
Anseios de uma paixão, a ser uma história linda

Diga que me adora
Deixe o orgulho e venha, porque já
Está na hora, da gente se encontrar e sermos um
Mas não demora, que é pra chama não desencantar
Se esvair no ar, e só restar lembrança

Eu tô cansado de sofrer,
Quero dançar sentir calor
E poder só olhar o universo em torno de você
Brilhando em vida, Sorrindo à toa
Só vibrando amor e paz
Vejo a Lua, lembro do sonho
Torço pra realizar
Sinto a noite, Penso em você
Lembro como é bom amar»
  



O título desta música não podia começar de melhor forma. «Sorri»

Acredito - desde sempre - que a forma como encaramos o que nos acontece influencia as nossas atitudes. E sempre defendi que, para além de sermos os únicos responsáveis por aquilo que colhemos, só nos compete a nós decidir como devemos reagir perante determinada situação. Além disso, acredito e defendo que bons pensamentos atraem boas consequências. 

Por feitio ou herança, sempre tentei (há alturas em que é impossível) encarar a vida com o sorriso mais bonito que tenho. Daqueles que se guardam na gaveta para ocasiões ou pessoas especiais. Aquilo que temos de melhor é o que aprendemos com os nossos. Por palavras. Por atitudes. Por presenças. E pelo silêncio que tantas vezes fala mais alto e melhor que as palavras. Por vício ou pura aprendizagem, habituei-me a observar a vida por aquilo que ela tem de melhor. E a absorve-la pela perspetiva do «copo meio cheio». 

Há alturas em que o nosso cansaço, a nossa fúria, o nosso desalento, a nossa tristeza se apoderam de nós por inteiro. Toldam-nos os gestos e o pensamento. Tomam conta de nós e baixam-nos as defesas. Nessas alturas tendemos a cair. Mas só permanece no chão quem, realmente, tiver medo de se levantar. As quedas fazem-nos crescer. Não nos tornam fracos. Muito pelo contrário. Tornam-nos resilientes. E quem sabe encarar a vida de frente, por mais que vá de cara ao chão, há-de levantar-se sem hesitar. É disso que precisamos. Não hesitar, avançar sem recuar, partir e não voltar. Sorrir. 

Já aqui vos confessei o meu amor por música. Sim, amor. Não paixão. É que a paixão fica-se pela primeira atração e o amor passa além disso. Conserva, protege, cuida, afeiçoa, aproxima e permanece além do tempo. E porque sou uma pessoa de muitas fés, acredito que a música é capaz de moldar o nosso estado de espírito, virar-nos a alma do avesso e regular-nos o coração. 

Há músicas que nos acompanham uma vida inteira e há as outras que se completam como um puzzle por serem espelhos de partes do que somos. Esta é das que me enche o corpo de boa energia. Que me faz viajar sem levantar os pés. Que me dá força. E vontade de mudar. Quando a minha alma desperta mais cinzenta que um dia de nevoeiro cerrado, esta música é das que me balança o corpo, me forma um sorriso no rosto e me faz querer dançar. Sozinha. Agarrada. Mas dançar livre e sem preocupações. E então é como se uma espécie de cortina se abrisse e a minha alma voltasse a brilhar. 

Há músicas que funcionam melhor que comprimidos. E há músicos que, pelo talento que têm, aprendemos a leva-los no coração, na memória, na ponta da língua ou nos ouvidos. É nesta altura que confesso a minha admiração pela enorme Mónica Ferraz, detentora de uma voz que não nos deixa indiferentes, que nos acalma e nos provoca emoções, e pelos Natiruts, que nos chegam ao nosso cofre mágico pelas letras, pelo ritmo, por tudo. Esta parceria não poderia ser melhor. É perfeita. E se há músicas que sabem bem cantar todo o dia esta é uma delas. 

Por hábito ou por vontade intrínseca, sempre gostei de sorrisos largos e de gargalhas estridentes (como a minha) e prolongadas. Ganham-se anos de vida. E desde sempre me ri de tudo, sobretudo de mim própria. «Sorrindo à toa», sem hora, sem tempo, sem contar, sem parar. Experimentem, faz mesmo bem. A tudo. E ouçam música. Já agora, experimentem as duas coisas ao mesmo tempo, faz milagres!  

«Sorri, sou rei». Quer dizer, rainha. Mas sem coroa. É que, afinal de contas, a melhor arma que nós temos é mesmo o sorriso.

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1 comentários

  1. Não consigo ficar bem Andreia . Depois de quase 4 anos juntos este aperto no peito é enorme. Ás vezes fico na dúvida será que quando se ama mesmo alguém conseguimos estar tanto tempo sem falar com essa pessoa? numa relação é preciso estar sempre a falar no telemovel? sinto me perdida

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