Mundo desportivo

By Andreia Morais - setembro 28, 2013


Tenho que recuar à minha infância para conseguir explicar o quanto sou adepta de desporto. Sempre fui muito maria-rapaz, o que atualmente já se tornou num cliché que eu continuo a achar graça. As meninas não deixam de o ser só porque gostam de dar uns toques na bola ou por se interessarem por desporto no geral. Não perdemos a feminilidade, apenas despertamos a nossa curiosidade para outras questões. Portanto, sempre fui a típica maria-rapaz, que preferia brincar com carros em vez de bonecas e jogava futebol no intervalo das aulas. 

À medida que fui crescendo, este meu lado desportista de bancada, pois nunca fiz parte de uma equipa, alargou horizontes. Comecei a acompanhar não só futebol, mas a sentir paixão por hóquei de patins, andebol, ténis e basquetebol. Confesso que futebol e basquetebol são as minhas duas primeiras paixões, mas acompanho tudo sempre que posso. Não sou a pessoa mais entendida neste meio, mas compenso em dedicação à causa. 

Gostava de ter tempo para fazer uma espécie de roteiro desportivo por tudo o que se passa de extraordinário nesse mundo. Acompanhar todos os jogos. Saber todas as conquistas. Para já, é humanamente impossível e o bom senso também não me permite, já que há outras coisas que precisam da minha atenção, nomeadamente a faculdade. E a minha vida pessoal, que não sendo das mais fascinantes, também precisa de ser trabalhada. Se me permitisse acompanhar todos os jogos, de todas as modalidades, certamente passaria o dia fechada em casa, sentada no sofá e à frente da televisão. Não que isso fosse necessariamente mau, visto que passaria momentos agradáveis a ver algo que me encanta, mas talvez não fosse adequado.

Não podendo acompanhar tudo ao minuto e em tempo real faço-me auxiliar pelo MaisFutebol, pelo O Jogo e pelo site do FCP. Assim mantenho-me informada sobre o meu clube e de tudo o que se passa nas modalidades que me dizem tanto. E sendo uma adepta, principalmente, de desporto, não poderia deixar passar em branco três notícias que me tocam particularmente. 




«HASTEAR DA BANDEIRA INICIOU COMEMORAÇÕES DO 120.º ANIVERSÁRIO
O hastear da bandeira do FC Porto deu início às comemorações do 120.º aniversário do FC Porto. Numa cerimónia simples, os presidentes dos três órgãos dirigentes do clube içaram a bandeira do FC Porto, enquanto se ouvia o hino do clube.
Fernando Ribeiro, dos Moonspell, e Inês Santos cantaram uma soberba interpretação do hino do FC Porto, um original de Maria Amélia Canossa, acompanhados pelo quinteto de Artur Guimarães, que também tocou um original composto propositadamente para a cerimónia.
As comemorações do 120.º aniversário do FC Porto prosseguem às 12h00, na Sé do Porto, com a celebração da missa de acção de graças.
Para as 15h00 está marcado o grande momento do dia, com a inauguração do museu do FC Porto, ficando para a noite, às 21h30, a gala dos Dragões de Ouro». 


«Oh, meu Porto, onde a eterna mocidade diz à gente o que é ser nobre e leal. Teu pendão leva o escudo da cidade que na história deu o nome a Portugal. Oh, campeão, o teu passado é um livro de honra de vitórias sem igual. O teu brasão abençoado tem no teu Porto mais um arco triunfal (...) Quando alguém se atrever a sufocar o grito audaz da tua ardente voz. Oh, Oh, Porto, então verás vibrar a multidão num grito só de todos nós»

Cento e vinte anos. De lutas. De conquistas. De altos e baixos - mais altos do que baixos. De história. E eu tenho um orgulho incondicional por fazer parte desta família guerreira, que nunca baixa os braços e defende este emblema como ninguém!
Em 1893 António Nicolau de Almeida fundava o Futebol Clube do Porto. Desde então foi sempre a vencer. Obrigada, com todo o meu coração, por fazerem deste o melhor clube do mundo. E de sempre. Para mim, todos os dias. Feliz aniversário. Feliz cento e vinte. E que venham muitos mais cobertos de tanta glória. 

«A cidade acordou com olheiras por ter folgado até às tantas. E as varandas da Ribeira ainda estavam azuis e brancas. Lá em baixo até o rio tinha um tom menos barrento, mas bem na alma era dragão Douro, portista a cem por cento (...) É só um pouco mais de azul, é só um pouco de euforia (...) Há muito quem beba do fino e coma em pratos de marfim. A gente primeiro come a relva e faz a festa no fim».

«A alma deixou de ser pequena, pequeno foi o palco do mundo (...) O Porto está na rua e a sua missão é clara: é não virar a cara ao sonho e à ambição. É conquistar a Lua com os pés no chão». Há poucas certezas como estas, escritas com tanto amo. Para sempre!




«Portugal fora da final com golo de ouro
Equipa nacional perdeu com a Argentina na meia-final do Mundial. A decisão chegou na forma de golo de ouro.
Portugal perdeu o acesso à final do Mundial de hóquei em patins, que se está a disputar em Angola, ao averbar uma derrota, por 1-0, frente à Argentina.
A partida ficou resolvida ao terceiro minuto do prolongamento, num golo de Carlos Nicolia, de livre direto, que teve origem na 10ª falta cometida pela Seleção Nacional».


A bravura não se mede pelo resultado, mas pela garra com que se encaram os jogos. E pela honra com que defendem o emblema que carregam sobre o coração. Independentemente do desfecho, são enormes e indiscutivelmente os melhores.

Nem sempre a sorte protege os audazes. Já o referi uma vez e volto a fazê-lo hoje. O vosso talento não deixa dúvidas e eu tenho o maior orgulho em vocês.

Cabeça erguida. Sempre! 




«João Sousa na final de Kuala Lumpur
João Sousa voltou a ter um dia em grande. O tenista português qualificou-se este sábado para a final do torneio de Kuala Lumpur, depois de vencer o austríaco Jurge Melzer, quarto cabeça de série, por 6-4, 3-6 e 6-4.
Em dois dias, o português consegue dois grandes feitos para o ténis luso. Na sexta-feira, recorde-se, João Sousa já tinha tido uma das maiores vitórias nacionais na modalidade, ao afastar o número quatro mundial e primeiro cabeça de série do torneio de Kuala Lumpur, o espanhol David Ferrer. 
A vitória deste sábado foi conseguida sobre o número 26 do mundo em pouco mais de duas horas.
O português vai agora defrontar na final, agendada para este domingo, o vencedor do encontro entre o suíço Stanislas Wawrinka, segundo cabeça de série e vencedor do Portugal Open, e o francês Julein Benneteau.
João Sousa, de 24 anos, tornou-se assim o primeiro português a atingir uma final de um torneio do circuito ATP em piso rápido, imitando o feito de Frederico Gil, que, em 2010, atingiu o encontro decisivo do Estoril Open.
Com esta prestação, o tenista garantiu cerca de 61.500 euros e 150 pontos para o ranking mundial, que lhe vão permitir melhorar a sua melhor posição de sempre, que atingiu esta semana: número 77 do mundo».


Há notícias que, incontornavelmente, nos aquecem o coração. Esta pertence claramente a essa categoria. 

Ninguém consegue ficar indiferente ao talento que se escreve em português. Ao caminho que, passo a passo, se vai conquistando. E à história bonita que se vai escrevendo, carregada de orgulho. Só falta um pequeno passo para a glória. Mas a verdade é que o principal já foi feito. 

A garra, o querer, a força, o amor e o talento estão lá em cada movimento, em cada jogada e em cada ponto. E tu chegaste longe por ti e porque tens raça de campeão. E a recompensa de toda essa dedicação está à vista.

«Não é sorte, é talento». E dos grandes. Que continuem os feitos, tu mereces!

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