Cabeça erguida

By Andreia Morais - agosto 21, 2013

Imagem retirada da galeria d' O Jogo

Vi um Paços de Ferreira a agigantar-se, a deixar tudo em campo, a lutar com garra, sem baixar os braços. Vi uma equipa vestida de amarelo e verde que, em nenhum momento, se deixou amedrontar pelo adversário que lhe calhou em sorte (ou na falta dela).

Nem sempre a sorte protege os audazes, porque se fosse assim o resultado não teria sido tão pesado. Nem teria sido este. Num jogo em que o Paços foi superior em tudo, vi um Zenit apenas a marcar quatro golos. Só que, infelizmente neste caso, o que conta é mesmo a bola entrar na baliza e não a atitude guerreira, a qualidade de jogo e a união de uma equipa que só desistiu quando o apito final se fez ouvir. 


Numa casa que não é a vossa, mas defendendo o que é vosso até ao fim, batalharam com unhas e dentes. E mesmo que seja difícil recuperar, ainda falta um jogo. E não, não é ambicioso de mais pensar que é possível. Só o seria se deixassem de acreditar em vocês.

Vi um Paços de Ferreira gigante e com esperança. E vi um "miúdo" com a camisola 20 vestida a dar tudo de si, que mais do que qualquer outro merecia ter marcado um golo (ou mais) do tamanho do seu talento. E não posso deixar passar a injustiça que foi aquela substituição. Foi dos melhores em campo, se não mesmo o melhor. Merecia mais. Muito mais.

Cabeça erguida, ainda há noventa minutos para jogar. Força Paços!

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